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[ Layout por Donna ]




- Sou -

Sou geminiana e para mim não existe 'A Verdade', como se ela fosse uma só. Observo o mundo sempre atenta ao que acontece ao meu redor. Associo adaptação a sobrevivência, além de uma necessidade enorme de saber das coisas. Preciso de multiplicidade. Entretanto, algumas vezes, tenho necessidade de me recolher. O 'recolhimento' muitas vezes é a variação de cenário, assim como o era para Castor e Pólux. A ágil e curiosa mente, ao contrário do que se imagina, não serve apenas para resolver enigmas e 'matar charadas'. Busco usá-la de modo produtivo, sabendo como a palavra e aquilo que é dito podem ser destrutivos. Meu maior desafio é 'saber o que dizer' e 'como dizer'. Até para mim preciso saber 'o que selecionar' do painel variado da realidade.

- Como me vejo -

Desconfiada, reservada, intuitiva. O conhecimento é meu alimento. Não esqueço quem me ajuda, nem quem me prejudica. Em geral tenho energia nervosa para gastar. Sinto-me totalmente atraída por atividades que me dêem uma sensação de exaltação e elevação, como se pudesse realmente voar. A fantasia me encanta, gosto de diálogo, mostro desembaraço, quando não virtuosidade, mas sou com freqüência inquieta e, sobretudo, nervosa, instável. Dispersão e o fato de ser mutável são minhas maiores dificuldades, exceto se tiver sol em terra. Não suporto rotina, sofro de insônia face a inquietação constante. Possuo ego alegre, complacente e quase narcisista. Consigo manter uma certa sociabilidade e contatos estimulantes com o meio. Meu humor é espontâneo e divertido, mas quando provocada mostro num passe de mágica meu lado oposto que é agressivo.



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- Como ajo -

Tenho comigo sempre ser perseverante em relação àquilo que me proponho enquanto desafio. Não aceito que ninguém me ponha à prova, escolhendo para mim desafios, os quais bem sei optar e tirar proveito. Tentar o que é inútil é capricho, é bobagem.
O "quase impossível" me impulsiona a tentar sempre, pois não me dou por vencida. Quando quero algo, eu vou até o final mesmo que haja a derradeira força ainda pulsando.
Não gosto de pessoas que acham que têm o poder de mudar as outras. Se somos o que somos, será por nós mesmos que surgirá(ão) a(s) mudança(s) conforme a nossa necessidade de tornarmos pessoas melhores nessa selva de pedra. Não gosto de pessoas que conversam e não olham nos olhos; de gente que se esconde e sustenta uma imagem diferente da que realmente tem.
Ajudo as pessoas sem esperar recompensas ou para fazer valer a lei das janelas de eqüivalências. Amo a quem me ama e ignoro quem se diz adverso à minha amizade ou maneira de ser. Sou o que sou e não vou mudar para ganhar um quinhão de simpatia. Minha forma de agir corresponde às atitudes sinceras e às vezes uma maneira muito dura de dizer a verdade. Da mesma forma que prefiro que a verdade me seja dita sem rodeios. Se é uma verdade que dói, prefiro sentir a dor de ouvir e conseqüentemente refletir sobre o que me foi dito. Sou extremamente suscetível a erros e acertos, assim como os demais.
Não subestimo os que estão próximos a mim e muito menos superestimo. Gente é gente e ninguém é melhor ou pior. Apenas nos (i)limitamos às diferenças e afinidades, e é esse fato que nos faz interessantes uns para os outros.

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* Um pouco do que já li *

"Dits et écrits, vol. I, II, III, IV", "História da Loucura na Idade Clássica", "A Ordem do Discurso", "Eu, Pierre Rivière... ", "A Verdade - as Formas Jurídicas", "Vigiar e Punir", de M. Foucault.

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"A rosa do povo", "Obra completa", de Carlos Drummond de Andrade;

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"Perto do Coração Selvagem", "A Hora da Estrela", "A Paixão Segundo G.H.", de Clarice Lispector;

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"Ficções do Interlúdio", "Obra Poética", "Livro do Desassossego", de Fernando Pessoa;

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"O Aprendiz de Feiticeiro", "Apontamentos de História Sobrenatural", "Nova Antologia Poética", de Mario Miranda Quintana;

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"Fausto", de Johann Wolfgang von Goethe;

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"Origem da desigualdade entre os homens", "O Contrato Social", "A Nova Heloísa", "Emílio", de Jean Jacques Rousseau;

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"Cartas Filosóficas", de François Marie Arouet (Voltaire);

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"O Espírito das Leis", de Montesquieu;

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"O popular", "As cobras", "Ed Mort", "O analista de Bagé", "O gigolô das palavras", "A velhinha de Taubaté", "Comédias da vida privada", "Comédias para se ler na escola", "As mentiras que os homens contam às mulheres", de Luis Fernando Veríssimo;

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"D. Casmurro", "Esaú e Jacó", "Memórias Póstumas de Brás Cubas", "Quincas Borba", "Ressurreição", de M. de Assis;

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"Memorial do Convento", "Os Apontamentos", "História do Cerco de Lisboa", "Todos os nomes", "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", "A Caverna", "O ano da morte de Ricardo Reis", "A cegueira", "Levantado do Chão", "Ensaio sobre a lucidez", de José Saramago;

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"Estórias da Casa Velha da Ponte", "Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais", "Os Meninos Verdes", "Vintém de cobre: meias confissões de Aninha", de Cora Coralina;

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"Homem e seus símbolos", de Carl G. Jung (Marie-Louise von Franz );

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"O retrato de Dorian Gray", "O Fantasma de Canterville", de Oscar Wilde;

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"O Coronel e o Lobisomem", de José Cândido de Carvalho;

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"Antologia Poética", "A cinza das horas", "Libertinagem", de Manuel Bandeira;

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"Metaformose, uma viagem pelo imaginário grego", "Catatau", "Um milhão de coisas", de Paulo Leminski;

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"Manuelzão e Miguilim", "Primeiras Histórias", "Sagarana", de João Guimarães Rosa;

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"A Metamorfose", "O Processo", "O Castelo", "O Foguista", de Franz Kafka;

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"Os sertões", de Euclides da Cunha;

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"O Cão sem Plumas", "O Rio", "Duas Águas", "Morte e Vida Severina", "Quaderna", "Dois Parlamentos", "Terceira Feira", "A Educação pela Pedra", de João Cabral de Melo Neto;

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"Do desejo", "Bufólicas", "A obscena senhora D", "Ficções", de Hilda Hilst;

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"Toda Mafalda: da primeira à última tira", de Quino;

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"A Majestade do Xingu", de Moacyr Scliar;

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"Em segredo de Justiça", de Gabriel Lacerda;

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"Ideologia e aparelhos ideológicos do Estado", de Louis Althusser;

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"Nouvelles tendances en analyse du discours", de Dominique Mainguenau;

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"Ulisses", "Dublinenses", de James Joyce;

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"Em busca das penas perdidas: a perda de legitimidade do sistema penal", de ZAFFARONI, E. R.;;

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"A instituição imaginária da sociedade", de Cornelius Castoriadis;

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"Os limites da interpretação", "O nome da rosa", "Obra Aberta", "O Pêndulo de Foucault", de Umberto Eco;

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"Sobre a (des)construção das teorias lingüísticas, de M. Pêcheux;

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"A inquietação do Discurso", de D. Maldidier;

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"A Terra Devastada", de Thomas Stearns Eliot;

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"A madona de cedro", "Quarup", de Antonio Callado;

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"Orgulho e Preconceito", de Jane Austen (tradução);

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"Formação da Literatura Brasileira", "Literatura e Sociedade", de Antonio Candido de Mello e Sousa;

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"Bastidores da Criação Literária", "Universo da Criação Literária", de Alfredo Bosi;

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"São Bernardo", "Infância", "Vidas Secas", "Angústia", "Histórias de Alexandre", "A Terra dos Meninos Pelados", "Alexandre e outros Heróis", de Graciliano Ramos;

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"Macunaíma", de Mário de Andrade;

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"A pequena letra em teoria literária: Ø a b c ø Ø" (A literatura subvertendo as teorias de Freud, Lacan e Saussure)", "Proust, Poeta e Psicanalista", de Philippe Willemart;

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"Dom Quixote", de Miguel de Cervantes;

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"O Mundo de Sophia", de Jostein Gaarder;

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"As formas do silêncio: no movimento dos sentidos", "Discurso e leitura", "Discurso fundador: a formação do país e a construção da identidade nacional", "A linguagem e seu funcionamento: as formas do discurso", de Eni P.Orlandi;

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"Discurso da escrita e ensino", de Solang L. Gallo;

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"Elogio da Loucura", de Erasmo de Rotterdam;

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"Para Além do Bem e do Mal", "A Filosofia na Época Trágica dos Gregos", de F. Nietzsche;

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"A Ética de Kant", de James Rachels;

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"Satiricon", de Petrônio;

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"A casa dos budas ditosos", de João Ubaldo Ribeiro;

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"Fédon", de Platão;

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Etc, etc, etc, etc...

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:.: Vida selvagem :.:

:.: Mato Grosso :.:





Arara piranga

Onça parda

Campeiro

Paroaria Capitata

Onça pintada


Udu de coroa azul


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- Pablo Neruda -





Fragmento de Pablo Neruda

...El mar conoce nuestro amor, las piedras de la altura rocosa saben que nuestros besos florecieron con pureza infinita, como en sus intersticios una boca escarlata amanece: así conocen nuestro amor y el beso que reúnen tu boca y la mía en una flor eterna...

O nome Pablo Neruda foi pseudônimo e posteriormente nome legal de Ricardo Eliecer Neftalí Reyes Basoalto. Filho de um ferroviário ficou órfão de mãe quando tinha apenas um mês. Arcou com os gastos da publicação de seu primeiro livro Crepusculario(1923) quando tinha apenas 19 anos. No ano seguinte, seu texto Veinte poemas de amor y una canción desesperada, o caracterizou desde então como um dos poetas mais destacados da América Latina. Um fator vital na vida de Neruda, o poeta do amor, foram suas mulheres, musas e companheiras. Ao que parece seu amor mais intenso viveu com Matilde Urrutia. Ela faleceu em 1985, ele em 1973, estão sepultados juntos em Isla Negra, 110km de Santiago que de ilha não tem nada, é uma praia. Lá está uma das três casas de Neruda, hoje museu.





Cuerpo de mujer

Cuerpo de mujer, blancas colinas, muslos blancos,
te pareces al mundo en tu actitud de entrega.
Mi cuerpo de labriego salvaje te socava
y hace saltar el hijo del fondo de la tierra.

Fui solo como un túnel. De mí huían los pájaros
y en mí la noche entraba su invasión poderosa.
Para sobrevivirme te forjé como un arma,
como una flecha en mi arco, como una piedra en mi honda.

Pero cae la hora de la venganza, y te amo.
Cuerpo de piel, de musgo, de leche ávida y firme.
¡Ah los vasos del pecho! ¡Ah los ojos de ausencia!
¡Ah las rosas del pubis! ¡Ah tu voz lenta y triste!

Cuerpo de mujer mía, persistiré en tu gracia.
Mi sed, mi ansia si límite, mi camino indeciso!
Oscuros cauces donde la sed eterna sigue,
y la fatiga sigue, y el dolor infinito.


- Pablo Neruda - :.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:

Como a terra, a mulher se entrega à semeadura que dá continuidade à vida. E nela, o homem se cumpre. Daí a fusão, erotismo-telurismo, nessa poesia que arraiga na antiquíssima concepção do Feminino, como a Grande Mãe (Neumann). Adotando a ótica "junguiana", facilmente detectamos na poesia contemporânea, uma linguagem poética que arraiga nesse arquétipo primordial: o do Grande Feminino, — a "magna mater", elemento original, possuidor das forças ctônicas, emergentes do obscuro mundo inferior da Terra, e que, na origem dos tempos, emergiu do Oceano, como "colina primordial", que foi fecundada pelo Sol, dando origem à Vida.
A funda identificação mulher-natureza e o sistema metafórico (concentrado nos quatro elementos primordiais: água, terra, fogo e ar) que singularizam a poesia amorosa "nerudiana".
Como o dourado "tubos" do Sol mitológico que fecundou a Terra o poeta sabe-se "túnel", instrumento de passagem da força de vida ("pájaros") que ele semeia na mulher (ou na terra) e assim a cria ou a revela a si mesma; enquanto, ao mesmo tempo, através dela (arma, flecha, piedra) constrói-se a si mesmo.

Fonte: "A Poesia Como Experiência Fundadora do Real", de Nelly Novaes Coelho







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- Cora Coralina -







Assim eu vejo a vida

A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.




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Cora Coralina (Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas), 20/08/1889 - 10/04/1985, é a grande poetisa do Estado de Goiás.
Em 1903 já escrevia poemas sobre seu cotidiano, tendo criado, juntamente com duas amigas, em 1908, o jornal de poemas femininos "A Rosa".
Em 1910, seu primeiro conto, "Tragédia na Roça", é publicado no "Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás", já com o pseudônimo de Cora Coralina.
Em 1911 conhece o advogado divorciado Cantídio Tolentino Brêtas, com quem foge. Vai para Jaboticabal (SP), onde nascem seus seis filhos: Paraguaçu, Enéias, Cantídio, Jacintha, Ísis e Vicência. Seu marido a proíbe de integrar-se à Semana de Arte Moderna, a convite de Monteiro Lobato, em 1922.
Em 1928 muda-se para São Paulo (SP). Em 1934, torna-se vendedora de livros da editora José Olimpio que, em 1965, lança seu primeiro livro, "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais".
Em 1976, é lançado "Meu Livro de Cordel", pela editora Cultura Goiana. Em 1980, Carlos Drummond de Andrade, como era de seu feitio, após ler alguns escritos da autora, manda-lhe uma carta elogiando seu trabalho, a qual, ao ser divulgada, desperta o interesse do público leitor e a faz ficar conhecida em todo o Brasil.
Sintam a admiração do poeta, manifestada em carta dirigida a Cora em 1983:

"Minha querida amiga Cora Coralina: Seu "Vintém de Cobre" é, para mim, moeda de ouro, e de um ouro que não sofre as oscilações do mercado. É poesia das mais diretas e comunicativas que já tenho lido e amado. Que riqueza de experiência humana, que sensibilidade especial e que lirismo identificado com as fontes da vida! Aninha hoje não nos pertence. É patrimônio de nós todos, que nascemos no Brasil e amamos a poesia (...)." Editado pela Universidade Federal de Goiás, em 1983, seu novo livro "Vintém de Cobre - Meias Confissões de Aninha", é muito bem recebido pela crítica e pelos amantes da poesia. Em 1984, torna-se a primeira mulher a receber o Prêmio Juca Pato, como intelectual do ano de 1983. Viveu 96 anos, teve seis filhos, quinze netos e 19 bisnetos, foi doceira e membro efetivo de diversas entidades culturais, tendo recebido o título de doutora "Honoris Causa" pela Universidade Federal de Goiás. No dia 10 de abril de 1985, falece em Goiânia. Seu corpo é velado na Igreja do Rosário, ao lado da Casa Velha da Ponte. "Estórias da Casa Velha da Ponte" é lançado pela Global Editora. Postumamente, foram lançados os livros infantis "Os Meninos Verdes", em 1986, e "A Moeda de Ouro que um Pato Comeu", em 1997, e "O Tesouro da Casa Velha da Ponte", em 1989.


O poema acima, inédito em livro, foi publicado pelo jornal "Folha de São Paulo" - caderno "Folha Ilustrada", edição de 04/07/2001.



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- Carlos Drummond de Andrade-





O mundo é grande

O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar.

In: "Amar se Aprende Amando"




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Bis gemina chorea

lohannes ardebat Theresiam quae ardebat
Raymundum
qui ardebat Mariam quae ardebat loachim qui
.ardebat Lilim
quae ardebat neminem.
lohannes ad Status Foederatos fecit iter, Theresia
ad claustrum,
Raymundus fatali obiit casu, Maria vitam vixit virgo,
loachim propria se interfecit manu atque Lilim sibi
iunxit J. Pinto Fernandes
qui fabellam non ingressus fuerat.

Tradução:

Quadrilha

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou
com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.



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O modernismo não chega a ser dominante nem mesmo nos primeiros livros de Drummond, Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934), em que o poema-piada e a descontração sintática pareceriam revelar o contrário. A dominante é a individualidade do autor, poeta da ordem e da consolidação, ainda que sempre, e fecundamente, contraditórias. Torturado pelo passado, assombrado com o futuro, ele se detém num presente dilacerado por este e por aquele, testemunha lúcida de si mesmo e do transcurso dos homens, de um ponto de vista melancólico e cético. Mas, enquanto ironiza os costumes e a sociedade, asperamente satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo à comunicação estética desse modo de ser e estar.
Vem daí o rigor, que beira a obsessão. O poeta trabalha sobretudo com o tempo, em sua cintilação cotidiana e subjetiva, no que destila do corrosivo. Em Sentimento do mundo (1940), em José (1942) e sobretudo em A rosa do povo (1945), Drummond lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo. A surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, indica a plena maturidade do poeta, mantida sempre.
Várias obras do poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Drummond foi seguramente, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo, tendo também publicado diversos livros em prosa.
Em mão contrária traduziu os seguintes autores estrangeiros: Balzac (Les Paysans, 1845; Os camponeses), Choderlos de Laclos (Les Liaisons dangereuses, 1782; As relações perigosas), Marcel Proust (La Fugitive, 1925; A fugitiva), García Lorca (Doña Rosita, la soltera o el lenguaje de las flores, 1935; Dona Rosita, a solteira), François Mauriac (Thérèse Desqueyroux, 1927; Uma gota de veneno) e Molière (Les Fourberies de Scapin, 1677; Artimanhas de Scapino).
Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.




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- Ferreira Gullar -







Estranheza do Mundo

Olho a árvore e indago:
está aí para quê?
O mundo é sem sentido
quanto mais vasto é.
Esta pedra esta folha
este mar sem tamanho
fecham-se em si, me
repelem.
Pervago em um mundo estranho.
Mas em meio à estranheza
do mundo, descubro
uma nova beleza
com que me deslumbro:
é teu doce sorriso
é tua pele macia
são teus olhos brilhando
é essa tua alegria.
Olho a árvore e já não pergunto "para quê"?
A estranheza do mundo
se dissipa em você.


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No processo do movimento concretista, Ferreira Gullar, que sempre foi uma pessoa muito crítica — e autocrítica — percebeu que aquilo, que se justificava pelo momento histórico, tinha-se esgotado, e que caminhar na mesma direção seria destruir a poesia mesmo. Para ele a verdadeira aula de poesia é ler e comentar. Matéria, segundo Gullar, de maior importância para entender a literatura brasileira dos últimos 50 anos.
* Memorável comentário de Ferreira Gullar em uma entrevista sobre a tendência à moda na literatura brasileira:
“Gullar — É... Uma época é Drummond, e desaparece todo mundo em volta; aí é João Cabral, e desaparece todo mundo em volta. Essa coisa é que é empobrecedora da literatura. Em outros países isso não existe; é uma coisa muito brasileira... Na verdade, cada poeta é uma meta, não tem esse negócio de hierarquia. Há coisas que o Quintana diz que só o Quintana diz; há coisas que o João Cabral diz que só o João diz; o que o Drummond diz só ele diz, compreende? É claro que existem poetas que têm mais complexidade, que têm mais riqueza, mas você não pode medir por isso, porque assim você termina empobrecendo a literatura, estabelecendo hierarquia e desconhecendo o valor real da criação literária."




Gullar, um homem simples, afável, de firme personalidade, mas que não perde, em nenhum momento, a oportunidade do humor ou o halo da delicadeza em seus gestos e palavras. Um poeta como poucos no resumo da melhor poesia brasileira. Um poeta referencial na história recente da poesia moderna da América Latina e do mundo. Um poeta-maior para os olhos que sobre o século vinte buscaram uma obra de força, de esperança e de vida.


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O Desejo é Fruto de um Conhecimento Insuficiente

Não existe nada mais estranho e espinhoso do que a relação entre pessoas que só se conhecem de vista - que diariamente, mesmo hora a hora, se encontram, se observam e que têm assim de manter, sem cumprimentos e sem palavras, a aparência de desconhecimento indiferente, devido ao rigor dos costumes ou a caprichos pessoais. Entre elas existem inquietação e curiosidade exacerbada, a histeria da necessidade insatisfeita, anormalmente recalcada, de conhecimento e comunicação e, sobretudo, também uma forma de consideração tensa. Pois o ser humano ama e respeita o outro ser humano enquanto não está em posição de o julgar e o desejo é produto de um conhecimento insuficiente.


Thomas Mann, in "Morte em Veneza"

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O Cerne da Escrita e da Leitura

Não se é escritor por se ter preferido dizer certas coisas, mas por se ter preferido dizê-las duma certa maneira. E o estilo faz, evidentemente, o valor da prosa. Mas deve passar despercebido. Uma vez que as palavras são transparentes e que o olhar as atravessa, seria absurdo meter entre elas vidros despolidos. Aqui, a beleza é apenas uma força doce e insensível. Num quadro, brilha antes de mais nada; num livro, esconde-se, age por persuasão como o encanto duma voz ou dum rosto, não obriga, faz curvar sem que se dê por isso e pensa-se ceder aos argumentos quando afinal se é solicitado por um encanto imperceptível. A cerimônia da missa não é a fé, ela dispõe a isso; a harmonia das palavras, a sua beleza, o equilíbrio das frases, dispõem as paixões do leitor sem que ele dê por isso, ordenam-nas como a missa, como a música, como uma dança; se acaba por as considerar em si mesmas, perde o sentido, apenas restam oscilações aborrecidas.


Jean-Paul Sartre, in 'Situações II'

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O Simples e o Complicado

As pessoas não querem que se lhes dê lições. É por isso que não compreendem agora as coisas mais simples. No dia em que o quiserem, verificar-se-á que são capazes de compreender também as coisas mais complicadas. Até lá, as instruções são: continuar a trabalhar, discutir o menos possível. Com efeito, só poderíamos dizer a um indivíduo: você é um imbecil, a outro: você é um patife, e há boas razões que excluem a realização expressiva de tais convicções. Sabemos, de resto, que estamos diante de pobres diabos, que receiam por um lado chocar, prejudicar as suas carreiras e que, por outro lado, se encontram acorrentados pelo medo do que está recalcado neles próprios. Teremos de esperar que todos eles morram ou se tornem lentamente minoritários. De qualquer maneira, o que acontece de fresco e de novo é a nós que pertence.


Sigmund Freud, in 'As Palavras de Freud'

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- Mário Quintana -






Se eu fosse um padre

Mario Quintana


Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
- muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
...e um belo poema - ainda que de Deus se aparte -
um belo poema sempre leva a Deus!

Texto extraído do livro "Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 105.
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Meu anjo: ANAUEL
63. Anauel - 21/05 02/08 14/10 26/12 09/03

O Anjo: Este anjo ajuda a encontrar a verdadeira espiritualidade e a obter sabedoria. Protege contra problemas de saúde, acidentes e conserva a paz nas famílias, neutralizando a maldade dos inimigos.
Quem nasce sob esta influência tem espírito sutil, sagaz, inventivo e se distinguirá por seu trabalho. Sua consciência só produzirá palavras e ações verdadeiras. Age como intermediário perfeito entre o céu e a Terra; por sua grande iluminação, compreenderá os mistérios existentes nas relações entre todas as coisas. É um grande iniciado, já tendo praticado magia para o bem da humanidade, em várias outras encarnações. Será ávido por conhecimento, tendo apreço por estudos e leituras. Consegue adaptar-se a qualquer ambiente ou situação com extrema facilidade e rapidez, não tendo grande preocupação com segurança. Sua inteligência crítica, simbólica e ordenada, fará com que tenha dificuldade na escolha do parceiro ideal. Não se preocupa com doenças, pois acredita na máxima: "corpo são em mente sã"; quando eventualmente elas acontecem, acabam curando-se sozinhas. O excesso de bondade é sua grande qualidade.

Arcanjos Trazem aos ouvidos dos homens os comandos de Deus, na forma de um sopro ou conselho. Em geral assistem a humanidade nos momentos de escolhas difíceis. Gabriel, o arcanjo da anunciação, Miguel, o protetor dos sofredores, e Rafael, o curador, estão sempre dispostos a ajudar os homens que necessitem. O líder MICHAEL (Miguel) carrega uma espada e um escudo nas mãos. São os arcanjos: NEMAMIAH, IEIALEL, HARAHEL, MITZRAEL, UMABEL, IAH-HEL, ANAUEL, MEHIEL.

A palavra usada em hebraico para anjos - malachim - significa, também, emissários. Os anjos são criaturas divinas, diferentes dos seres humanos bem como das outras criaturas que conhecemos. Foram criados por D-us durante os dias da criação e têm uma corporalidade diferente. Enquanto o homem e todas criaturas que conhecemos, neste mundo físico e material, são compostos de 4 elementos básicos - terra, fogo, ar e água - segundo Nachmânides, os anjos são compostos de apenas dois elementos, os mais leves, ou seja, o fogo e o ar. Os anjos vivem num mundo diferente do nosso. Enquanto o homem vive no mundo da ação (assiyá), os anjos vivem no mundo da formação (yetsirá) ou da criação (briyá), e não são visíveis por nós. Cada um tem uma função especial, uma missão que lhe foi designada. Os anjos têm um livre arbítrio limitado, tendo uma vida, digamos, robótica. Seu livre arbítrio - e eventual castigo - existe apenas em relação à sua missão específica.




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Divulgue o seu blog!

O Ponto de Encontro dos Blogueiros do Brasil





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[Quinta-feira, Novembro 08, 2007]







ACREDITAR SEMPRE

Roberto Shinyashiki




Todos nós, na infância, temos sonhos: grandes, médios ou pequenos.
Mas à medida que a vida passa, esses sonhos vão para as prateleiras da vida.
Depois para a área de serviço, até chegar ao sótão e ser, então, esquecidos.
E os sonhos acabam se tornando vestígios de uma época em que a pessoa acreditava no mundo e em sua capacidade de realização.
Enquanto os perdedores se acomodam e pensam que um sonho é muito para eles, os campeões se perguntam o que precisam fazer para realizá-lo.
Nunca pense que uma meta não foi feita para você, mas sim nas virtudes que precisa desenvolver para conseguir atingi-la.
Seus sonhos mantêm aceso o fogo sagrado em seu coração.Eles são a seiva da vida. Nós envelhecemos não porque o tempo passa, mas principalmente porque abandonamos nossos sonhos.
Pessoas de idade avançada, mas com grandesambições, carregam nos olhos o brilho dajuventude, pois suas metas continuam alimentando sua alma. É triste olhar para alguém com 40 ou 50 anos e observar que está vivendo a espera da morte.
É frustrante ver adolescentes precocemente envelhecidos, pois em seus corações já não carregam mais sonhos.
Para essas pessoas viver é simplesmente completar o dia, completar o mês, completar o ano.
E é triste constatar que nosso povo está deixando de sonhar. A maioria procura completar o dia. Não permite imaginar algo além do que está vivendo.





Postado por Donna*5:51 PM


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[Terça-feira, Outubro 02, 2007]



Postado por Donna*3:05 PM


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[Quinta-feira, Julho 12, 2007]



Postado por Donna*4:52 PM


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[Terça-feira, Junho 26, 2007]

Os Ombros Suportam o Mundo

Carlos Drummond de Andrade


Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.


Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.


Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.


Os versos acima foram publicados originalmente no livro "Sentimento do Mundo", Irmãos Pongetti - Rio de Janeiro, 1940. Foram extraídos do livro "Nova Reunião", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1985, pág. 78.


Postado por Donna*5:30 PM


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[Quarta-feira, Maio 16, 2007]

O Íntimo e o Vulgar

A vergonha que leva uma pessoa a não querer falar a ninguém das suas relações mais íntimas é uma auto-advertência do espírito; em cada confissão, em cada descrição, facilmente a distorção se insinua e o que é mais delicado e indizível transforma-se num instante em algo vulgar.

Hugo Hofmannsthal, in "Livro Dos Amigos"




Postado por Donna*10:35 AM


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[Domingo, Janeiro 21, 2007]



Assim eu vejo a vida

Cora Coralina


A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.


Postado por Donna*6:55 PM


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[Sexta-feira, Janeiro 12, 2007]



É preciso lutar por um futuro.
Um amanhã que seja justo, precioso e gratificante.
É preciso merecer esse amanhã.
E também fazer que outros o mereçam.
É preciso força para vencer todos os obstáculos
que porventura apareçam,
sem desistir antes de ver alcançada a meta desejada.
É preciso estender as mãos ao próximo,
pois ele é a chave que abre as portas para um novo dia!

(Evandro de Oliveira Valva)



Postado por Donna*4:30 PM


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[Segunda-feira, Outubro 23, 2006]




APRENDENDO A VIVER


"Aprendi que se aprende errando.
Que crescer não significa fazer aniversário.
Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem.
Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro.
Que amigos a gente conquista mostrando o que somos.
Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim.
Que a maldade se esconde atrás de uma bela face.
Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela.
Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada. Que amar significa se dar por inteiro. Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos.
Que se pode conversar com estrelas
Que se pode confessar com a Lua
Que se pode viajar além do infinito
Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde e dar um carinho também faz.
Que sonhar é preciso.
Que se deve ser criança a vida toda.
Que nosso ser é livre.
Que Deus não proíbe nada em nome do amor.
Que o julgamento alheio não é importante.
Não podemos viver apenas para nós mesmos. Mil fibras nos conectam com outras pessoas; e por essas fibras nossas ações vão como causas e voltam pra nós como efeitos."

(Herman Melville)




Postado por Donna*3:21 AM


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[Domingo, Setembro 24, 2006]

24 de setembro

Domingo





Devo admitir que tenho um amigo atirador. Daqueles bem malas que se metem a papo "tou abafando", de homem que diz: "Sou gato sarado, curto baladas e sei do que uma mulher realmente gosta; tenho pegada, sei levar uma gata ao delírio." (Imagino gatos no cio. É um inferno e não há quem consiga dormir, quando chegam ao ápice da histeria).

E afirmar que baiana é doida, quando roda a saia e diz: Ô, meu rei! Que abestagem é essa? Fazendo papel de Araquem experiente ou "mamãe, tou disfarçando, não assumo mas sou virgem?

Há homens que sofrem de super auto-estima e com direito a incorporar Narciso. Valha-me! O que falta mesmo é inteligência a certos tipos. Ainda pensam que Vinicius de Moraes é verdade absoluta quando versifica que "beleza é fundamental..."

Voltando ao amigo frango atirador... Ops! franco atirador. Encontrei um excerto bestial que até justifica a coerência de algumas definições, parcas mas não deixam de ser definições.

Vamos lá! É assim:

Definições de Atirar: Uma cantada, uma indireta, um olhar ou um gesto.

#Tipos de Atiradores#

Atirador de Elite: Aquele que mira, mira, mira, mas quando atira não erra o alvo.
Matador de Refém: Aquele que atira em uma amiga do alvo para poder atraí-la.
Serial Killer: Aquele que sai atirando pra todo lado pra acertar todas que estiverem no caminho.
Fuzileiro: Aquele que atira 50 vezes no mesmo alvo.
Atirador Inexperiente: Nunca acerta o alvo.
Atirador com Shotgun: Aquele que com um único tiro acerta vários alvos.
Atirador Calculista: Aquele que espera um momento de fragilidade do alvo pra poder atirar.
Atirador Fura-Olhos: Aquele que gosta de atirar no alvo dos outros.

Então, meu caro amigo galinha atirador, sua definição é a de SERIAL KILLER mesmo!!!
Passar bem, porque nunca tive talento para ser alvo.

C. L. - Donna



Postado por Donna*3:27 AM


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[Quarta-feira, Setembro 20, 2006]

20 de setembro

Quarta-feira






Hoje veio a nítida lembrança, enquanto respondia aos e-mails recebidos, do meu carrinho de rolimã. Época boa da minha infância.

Lembro-me de muitas coisas com imensa alegria. Eu morava em um casarão com duas frentes, situado em uma rua bem larga, toda de paralelepípedos e também havia a bela e útil calçada. Heroína calçada!!!

Minha casa ficava na rua lateral, porque de frentre para a avenida era o armazém do meu pai. O terreno era de esquina e ocupava meia quadra praticamente. Deve ser possível imaginar a dimensão da calçada em L.

Aquilo era uma festa quando dez ou mais rolimãs desciam juntos calçada abaixo. Éramos quinze amigos de infância e era ali que reuníamos para aquele "barulho infernal", como afirmavam os vizinhos do outro lado da rua. Carrinhos com freio, sem freio, com volante e lugar para o carona. Rolimãs de todo jeito, pintados das mais diversas cores ou de madeira envernizada. O meu era de madeira desbotada de tanto uso.

Lembro do dia em que foi a glória abandonar a calçada e partir para o asfalto fresquinho. Agora imagina a situação da gurizada depois de descer e subir repetitivamente aquela ladeira e voltar com cara de saci. Foi justamente nesse dia que meu irmão e eu quase levamos uma surra, porque para tirar aquela coisa preta e pastosa das unhas deu muito trabalho para minha mãe. Meu pai se divertia com aquilo, porém não demonstrava. Fazia-se de sério. Talvez para que a minha mãe não perdesse a autoridade e o costume de falar sem parar sobre os limites de ser criança. E falava mesmo.

Bem, isso pode não ser muito interessante para quem lê, mas para mim o é. Estabeleço relações e faço comparações de épocas diferentes. Hoje presencio a falta de criatividade das crianças com relação ao lúdico, a falta de limites que os pais, por vezes, deveriam impor e não dão conta.

Afinal, tudo em prol do comodismo: está aí o reality show com o exemplo de "educadora do lar", a SuperNanny.

A minha mãe estava certa. Sem mais comentários.

C. L. - Donna



Postado por Donna*1:18 AM


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[Terça-feira, Setembro 19, 2006]

17 de setembro

Domingo



O dia foi moroso. Sem muito tempo para pensar, porque a preguiça não deixou. Muito contraditório isso. Mesmo assim o dia valeu por eu ter curtido meus filhos, minhas coisas e os breves momentos de organização em casa. Quanta lucidez!

Perambulei pelo orkut, respondi aos recados dos amigos, escrevi alguns depoimentos, li alguns artigos, organizei várias pastas. Enfim...

Bom também que ultimamente escrever não tem sido fato raro. Há tempo não escrevo e sinto a necessidade disso agora. Não que o motivo seja pela ausência de alguém para me ouvir. Pelo contrário, algumas vezes faz bem me recolher e ficar um pouco sozinha. É natural quando a gente precisa refletir sobre atitudes e atitudes.

Já passei pelo estágio de reclamar e só reclamar. Hoje prefiro rir da própria desgraça que deixar de rir. Bom humor sempre, se não fico doida. Se tudo está ruim, penso que tudo pode mudar de rumo, sempre para melhor e assim acontece. Pensamento positivo chama tudo que é positivo e para as coisas negativas sal grosso deve resolver. Funciona... (rindo).

Para finalizar esse texto sem pé nem cabeça, cujo motivo da pressa é falta do que escrever mesmo, aproveito para mencionar que no inverno e na dor, quase sempre esquecemos que a vida é uma série de começos e fins, então vem a primavera. Isso quem disse e registrou foi Ben Logan, não fui eu.

C. L. - Donna



Postado por Donna*2:09 AM


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Recadinho:

Removi o mural de recados.

Postado por Donna*1:52 AM


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[Domingo, Setembro 17, 2006]

16 de setembro

Sábado


Hoje as coisas deram certo. Tive alegrias e boas surpresas. Fiquei em casa o dia inteiro e em paz. Uma das melhores coisas que gosto de fazer, ficar em casa. Andar sem calçados, de um jeito desarrumado, sem me preocupar com a vaidade. Foi um sábado tranqüilo e espero que o domingo seja assim.

Só um fato me chateou. O de pensar que tinha um amigo e este se portou de uma maneira bem deseducada e imatura por coisa mínima. Amizade frágil, muito frágil. Ou será que era amizade mesmo? Talvez não.

Bom quando as pessoas, através das próprias atitudes, nos fazem enxergar a verdadeira face da gente e do outro. Em algumas circunstâncias é válido entender que algo que a gente pensa que existe, nunca existiu. Apenas uma boa impressão, diga-se de passagem, bem efêmera. Tão efêmera a ponto de sucumbir com tanta facilidade.

Algumas pessoas misturam fatos sem nenhum discernimento e se acham a única e a mais gostosa bolachinha do pacote. É! Essa "amizade" não era feito uma ponte, mas uma bolha de sabão. Coisas da vida que a gente aprende e deve tirar proveito disto sempre. Eis o sentido do para quê.

C.L. - Donna



Postado por Donna*12:00 AM


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[Sexta-feira, Setembro 15, 2006]

14 de setembro



Foi um dia vagaroso, quase que angustiante mas passou. A mulher saiu para trabalhar e em seu caminho, observava as pessoas que vinham e iam. Cidade provinciana que ao pormenor da cor vermelha pára para olhar. Olhar a mulher que passa de longos cabelos soltos e o vento a contornar. Interessante como as pessoas olham para as outras com curiosidade, mas a mulher continua a caminhar, séria, ar de preocupada, parece que corre contra o tempo.

Pára na esquina, vê pouca gente passando o sinal verde. Espera e atravessa à luz do vermelho. Ela está a pé e gosta de estar a pé, pisando o chão com firmeza e ao mesmo tempo com leveza que todo andar feminino e gracioso sabe mostrar como é a mulher que passa.

Cabeça erguida. Ora olha para um lado, ora para o outro como se logo surgisse alguém interessante para um "Oi! Como vai você?", sorrir e continuar a caminhada até sua chegada.

Sempre passa ao lado da igreja mas não dá importância ao que acontece por ali porque o gramado está bem próximo para ser atravessado pelo pisar firme e certeiro de quem ainda custa a chegar.

Chega, sorri e brinca com alguém à porta. Uma forma divertida de dizer "Eu cheguei!" Todos os dias faz isso... Brinca com seu próprio jeito alegre de ser, mesmo que nada no dia anterior tenha dado tudo errado. É a força que vem de dentro, de quem sempre pinta a cara para guerrear.

Assim o dia passa entre um pensamento furtivo e outro, entre uma conversa séria e uma conversa descontraída, entre uma atitude autoritária e uma atitude carinhosa. É o avesso do avesso e a delícia de ser o que gosta de ser. Alguém que vence o tempo e o dia proposto para ser vivido.

No final da tarde, momento para relaxar e jogar os bichos guardados na garganta afora de forma branda. É o extremo do desabafo, embora sem voz agressiva. Quanto mais calma a mulher, mais racional e poderosa com as palavras.

Logo determina a hora da partida e vai embora porque no dia seguinte já não será a mesma.

C.L. - Donna



Postado por Donna*3:42 AM


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Isto é para as mulheres de 40 anos pra cima...
E para todas aquelas que estão entrando nos 40, e para todas aquelas que estão com medo de entrar nos 40...
E para homens que têm medo de meninas de mais de 40!!! "
A medida que envelheço, e convivo com outras, valorizo mais as mulheres que estão acima dos 40. Estas são algumas razões do porquê:

- Uma mulher de 40 nunca o acordará no meio da noite para perguntar: "O que você está pensando?" Ela não se importa com o que você pensa, mas Se dispõe de coração se você tiver a intenção de conversar.

- Se uma mulher de 40 não quer assistir o jogo, ela não fica à sua volta resmungando. Ela faz alguma coisa que queira fazer. E, geralmente é alguma coisa bem mais interessante.

- Uma mulher de 40 se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer. Poucas mulheres de 30 se incomodam com o que você pensa dela ou sobre o que ela está fazendo.

- Mulheres dos 40 são honradas. Elas raramente brigam aos gritos com você durante a ópera ou no meio de um restaurante caro. É claro, que se você merecer, elas não hesitarão em atirar em você, mas só se ainda sim elas acharem que poderão se safar impunes.

- Uma mulher de 40 tem total confiança em si para apresentar-te para suas melhores amigas. Uma mulher mais nova com um homem tende a ignorar mesmo sua melhor amiga porque ela não confia no cara com outra mulher.
E falo por experiência própria. Não se fica com quem não se confia, vivendo e aprendendo né???

- Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem. Você nunca precisa confessar seus pecados para uma mulher com mais de 40.
Elas sempre sabem.

- Uma mulher com mais de 40 fica linda usando batom vermelho, mesmo não ocorre com mulheres mais jovens.

- Mulheres mais velhas são diretas e honestas. Elas te dirão na cara se você for um idiota, se você estiver agindo como um!

- Você nunca precisa se preocupar onde você se encaixa na vida dela. Basta agir como homem, e o resto deixe que ela faça.

- Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 40 por um "sem" número de razões. Infelizmente, isso não é recíproco. Para cada mulher de mais de 40, estonteante, inteligente, bem apanhada e sexy, existe um careca, velho, pançudo em calças amarelas bancando o bobo para uma garçonete de 22 anos.

Senhoras, eu peço desculpas:
Para todos os homens que dizem, "porque comprar a vaca se você pode beber o leite de graça?", aqui está a novidade para vocês:
Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento, sabe por quê? Porque as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça. Nada mais justo."


Postado por Donna*3:23 AM


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Não há felicidade solitária

"É a fraqueza do homem que o torna sociável; são as nossas mi­sérias comuns que levam os nossos corações a interessar-se pela humanidade: não lhe deveríamos nada, se não fôssemos homens. Todos os afetos são indícios de insuficiência: se cada um de nós não tivesse necessidade dos outros, nunca pensaria em unir-se a eles. Assim, da nossa própria enfermidade, nasce a nossa frágil fe­licidade.
Um ser verdadeiramente feliz é um ser solitário; só Deus goza de uma felicidade absoluta; mas qual de nós faz uma idéia do que isso seja? Se algum ser imperfeito se pudesse bastar a si mes­mo, de que desfrutaria ele, na nossa opinião? Estaria só, seria mi­serável. Não posso acreditar que aquele que não precisa de nada possa amar alguma coisa: não acredito que aquele que não ama na­da se possa sentir feliz."


Postado por Donna*3:20 AM


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[Sexta-feira, Setembro 08, 2006]



A OPINIÃO DOS OUTROS

Você se importa com a opinião que os outros têm a seu respeito?
Se a sua resposta for não, então você é uma pessoa que sabe de si mesma. Que se conhece. É auto-suficiente.
No entanto, se a opinião dos outros sobre você é decisiva, vamos pensar um pouco sobre o quanto isso pode lhe ser prejudicial.
O primeiro sintoma de alguém que está sob o jugo da opinião alheia, é a dependência de elogios.
Se ninguém disser que o seu cabelo, a sua roupa, ou outro detalhe qualquer está bem, a pessoa não se sente segura.
Se alguém lhe diz que está com aparência de doente, a pessoa se sente amolentada e logo procura um médico.
Se ouve alguém dizer que está gorda, desesperadamente tenta diminuir peso.
Mas se disserem que é bonita, inteligente, esperta, ela também acredita.
Se lhe dizem que é feia, a pessoa se desespera. Principalmente se não tem condições de reparar a suposta feiúra com cirurgia plástica.
Existem pessoas que ficam o tempo todo à procura de alguém que lhes diga algo que as faça se sentir seguras, mesmo que esse alguém não as conheça bem.
Há pessoas que dependem da opinião alheia e se infelicitam na tentativa de agradar sempre.
São mulheres que aumentam ou diminuem seios, lábios, bochechas, nariz, para agradar seu pretendido. Como se isso fosse garantir o seu amor.
São homens que fazem implante de cabelo, modificam dentes, queixo, nariz, malham até à exaustão, para impressionar a sua eleita.
E, quando essas pessoas, inseguras e dependentes, não encontram ninguém que as elogie, que lhes diga o que desejam ouvir, se infelicitam e, não raro, caem em depressão.
Não se dão conta de que a opinião dos outros é superficial e leviana, pois geralmente não conhecem as pessoas das quais falam.
Para que você seja realmente feliz, aprenda a se conhecer e a se aceitar como você é.
Não acredite em tudo o que falam a seu respeito. Não se deixe impressionar com falsos elogios, nem com críticas infundadas.
Seja você. Descubra o que tem de bom em sua intimidade e valorize-se.
Ninguém melhor do que você para saber o que se passa na sua alma.
Procure estar bem com a sua consciência, sem neurose de querer agradar os outros, pois os outros nem sempre dão valor aos seus esforços.
A meditação é excelente ferramenta de auto-ajuda. Mergulhar nas profundezas da própria alma em busca de si mesmo é arte que merece atenção e dedicação.
Quando a pessoa se conhece, podem emitir dela as opiniões mais contraditórias que ela não se deixa impressionar, nem iludir, pois sabe da sua realidade.
Nesses dias em que as mídias tentam criar protótipos de beleza física, e enaltecer a juventude do corpo como único bem que merece investimento, não se deixe iludir.
Você vale pelo que é, e não pelo que tem ou aparenta ser. A verdadeira beleza é a da alma. A eterna juventude é atributo do espírito imortal.
O importante mesmo, é que você se goste. Que você se respeite. Que se cuide e se sinta bem.
A opinião de alguém só deve fazer sentido e ter peso, se esse alguém estiver realmente interessado na sua felicidade e no seu bem-estar. Nenhuma opinião que emitam sobre você, deve provocar tristeza ou alegria em demasia. Os elogios levianos não acrescentam nada além do que você é, e as críticas negativas não tornarão você pior.
Busque o autoconhecimento e aprenda a desenvolver a auto-estima. Mas lembre-se: seja exigente para consigo, e indulgente para com os outros. Eis uma fórmula segura para que você encontre a autoconfiança e a segurança necessárias ao seu bem-estar efetivo. E jamais esqueça que a verdadeira elegância é a do caráter, que procede da alma justa e nobre. Pense nisso, e liberte-se do jugo da opinião dos outros.

Recebi esse texto via e-mail sem autoria. Se acaso souber de quem é esse texto, repasse-o com os devidos créditos, por favor.





Postado por Donna*3:17 AM


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[Domingo, Setembro 03, 2006]



Por EMMANUEL

Justo lembrar: a voz humana está carregada de vibrações.

Esforça-te por evitar os gritos intempestivos e inoportunos.

Uma exclamação tonitruante equivale a uma pedrada mental.

Se alguém te dirige a palavra em tom muito alto, faze-lhe o obséquio de responder em tom mais baixo.

Os nervos dos outros são iguais aos teus: desequilibram-se facilmente.

Discussão sem proveito é desperdício de forças.

Não te digas sofrendo esgotamento e fadiga para poder lançar frases tempestuosas e ofensivas;

Aqueles que se encontram realmente cansados procuram repouso e silêncio.

Se te sentes à beira da irritação estás doente e o doente exige remédio.

Barulho verbal apenas complica.

Pensa nisso: a tua voz é o teu retrato sonoro.

EMMANUEL

(Do livro "Calma", FCXavier)



Postado por Donna*10:59 PM


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Oração da Família

(Pe.Zezinho,SCJ)

Que nenhuma família comece em qualquer de repente.
Que nenhuma família termine por falta de amor.
Que o casal seja um para o outro de corpo e de mente.
E que nada no mundo separe um casal sonhador.

Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte.
Que ninguém interfira no lar e na vida dos dois.
Que ninguém os obrigue a viver sem nenhum horizonte.
Que eles vivam do ontem, no hoje em função de um depois.

Que a família comece e termine sabendo onde vai.
E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai.
Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor.
E que os filhos conheçam a força de onde brota o amor.

Que marido e mulher tenham força de amar sem medida.
Que ninguém vá dormir sem pedir ou dar seu perdão.
Que as crianças aprendam no colo o sentido da vida.
Que a família celebre a partilha do abraço e do pão.

Que marido e mulher não se traiam nem traiam seus filhos.
Que o ciúme não mate a certeza do AMOR entre os dois.
Que no seu firmamento a estrela que tem maior brilho.
Seja a firme esperança de um céu aqui mesmo e depois.



Postado por Donna*1:40 PM


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[Sexta-feira, Setembro 01, 2006]



Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida ...


E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!


E fico, pensativa, olhando o vago ...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim ...


E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!




Postado por Donna*2:03 AM


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[Quinta-feira, Agosto 31, 2006]



"A vida não é um corredor reto e tranquilo que nós percorremos livres e sem empecilhos, mas um labirinto de passagens,pelas quais nós devemos procurar nosso caminho,perdidos e confusos, de vez em quando presos em um beco sem saída.

Porém, se tivermos fé, uma porta sempre será aberta para nós, não talvez aquela sobre a qual nós mesmos nunca pensamos, mas aquela que definitivamente se revelará boa para nós."

A. J. Cronin



Postado por Donna*12:52 AM


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[Quarta-feira, Agosto 23, 2006]

Atitudes


Atitudes são posturas internas. "Como" me coloco internamente diante das situações e de outras pessoas. Os vícios e virtudes são, em primeiro lugar, atitudes. Se coloco o nariz para cima ou para baixo, por exemplo. Se tenho um coração grande ou pequeno. Se tenho "abertura" para aprender ou se acho que já sei tudo que preciso saber. Se já desisti de mexer em minha mala porque tem muita coisa lá dentro que não consigo tirar, nem transformar. Desistir é uma atitude. Ir em frente depende de outra atitude.

Ken O'Donnell



Postado por Donna*11:28 PM


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[Segunda-feira, Agosto 21, 2006]


"Quando todo mundo é corcunda, a bela postura torna-se uma monstruosidade."

(Balzac)

Postado por Donna*1:25 AM


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[Segunda-feira, Agosto 07, 2006]



BENEFICÊNCIA

Todo pão que repartes
É valor que acumulas.

Agasalho que dês
Faz-se apoio a ti mesmo.

Coragem que transmitas
É uma luz que te segue.

Ofensa que perdoas
É paz que te acompanha.

Não esperes dos outros
Compensações quaisquer.

De todo o bem que faças
A resposta é de Deus.

Chico Xavier



Postado por Donna*12:21 AM


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[Terça-feira, Julho 25, 2006]






Cais

(Milton Nascimento)

Para quem quer se soltar
Invento o cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento Lua nova a clarear
Invento o amor
E sei a dor de me lançar
Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir
Eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais e sei a vez de me lançar




Postado por Donna*6:22 AM


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Postado por Donna*2:36 AM


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[Segunda-feira, Julho 24, 2006]


Seja justo!

Não se esqueça de que, qualquer que seja sua posição na vida, há sempre dois níveis a observar: os que estão acima e os que estão abaixo de você.
Procure colocar-se algumas vezes na posição de seus chefes e outras vezes na posição de seus subordinados.
Assim, você poderá compreender ao vivo os problemas que surgem dos dois lados. E, desta forma, poderá ajudar melhor a uns e a outros.

(Desconheço a autoria)


Postado por Donna*12:34 AM


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[Domingo, Julho 02, 2006]




Me Namora
by Edu Ribeiro


Lembro que te vi caminhar
já havia um brilho no olhar
e junto com um sorriso seu
O seu olhar vem de encontro ao meu
E o meu dia se fez mais feliz
Mesmo sem você perto de mim
Mesmo longe de mim

Eu fico o tempo todo a imaginar,
o que fazer quando te encontrar
Mas se eu fizer o que vai dizer,
será que é capaz de entender?
Mesmo se não for eu vou tentar
Vou fazer você me notar
Por isso eu vim aqui te dizer

Me Namora
Pois quando eu saio eu sei que você chora
E fica em casa só contando as horas
Reclama só do tempo que demora
Abre os braços vem e me namora
Eu quero dar razão ao sentimento
Mostrar que é lindo o que eu sinto por dentro
Beleza essa que eu te canto agora
Abre os braços vem e me namora

Eu penso estar vivendo uma ilusão
Sem saber se me quer ou não
Quem dera se a resposta fosse sim
Mas acho que já nem liga pra mim
se for assim o meu coração
sofre, só, sem você em vão
Bate mais triste então
mas ele ainda pode se alegrar
se de repente você reparar
que com você também aconteceu
que sente amor tão grande quanto o meu...
Abra os olhos, veja quem te adora
E sonha com você no mundo afora
E volta só pra te dizer


Postado por Donna*3:02 PM


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Hoje é domingo e acordei bem tarde com meio ânimo pra qualquer coisa. Estranho quando a gente fica assim.
Ontem tive uma conversa bem agradável e divertida com um amigo. Palavras fazem a diferença e como fazem.
Assim como nas coisas grandes e duvidosas, a maior dificuldade está no princípio, segundo Cervantes, então o jeito é começar e que a semana seja pra lá de ótima...



Postado por Donna*2:17 PM


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[Segunda-feira, Junho 19, 2006]




(...)
O lamento substantivo
Sem ponto de exclamação:
Diverso do rito antigo,
Une a aridez ao fervor,
Recordando que soubeste
Defrontar a morte seca
Vinda no gume certeiro
Da espada silenciosa
Fazendo irromper o jato
De vermelho: cor de mito
Criado com a força humana
Em que sonho e realidade
Ajustam seu contraponto.
(...)

García Lorca

Postado por Donna*11:03 PM


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[Sexta-feira, Junho 16, 2006]




Comece bem o dia

Pense: Vou fazer hoje o melhor que puder. Nenhum trabalho supera a minha capacidade. Tenho confiança que o melhor de mim transparecerá no que fizer.

Os pensamentos positivos estão me sacudindo o espírito, fazendo vibrar a vontade de viver, crescer, amar, realizar com maestria, esperar com confiança. Considero-me com muitas qualidades. Quero fazer bem, ter mais paz. Confio que alcançarei o que pretender. Isso me dá sensação de calma e esperança.

Creia no pensamento positivo.
É vencedor quem chega a pensar positivamente.

Lourival Lopes
Extraído de "Otimismo todo dia"


Postado por Donna*10:03 PM


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[Quinta-feira, Junho 15, 2006]



Tolo e muito tolo é aquele que, ao revelar um segredo a outra pessoa, pede-lhe encarecidamente que não o conte a ninguém.


Fonte: "Los Trabajos de Persiles y Sigismunda"
Autor: Cervantes, Miguel




Postado por Donna*10:44 PM


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[Segunda-feira, Junho 12, 2006]



QUASE ACREDITEI

Quase acreditei que não era nada ao me tratarem como nada.

Quase acreditei que não seria capaz quando não me chamavam, por acharem que eu não era capaz.

Quase acreditei que não sabia quando não me perguntavam por acharem que eu não sabia.

Quase acreditei ser diferente entre tantos iguais, entre tantos capazes e sabidos, entre tantos que eram chamados e escolhidos.

Quase acreditei estar de fora quando me deixavam de fora porque ... que falta fazia?

E de quase acreditar adoeci; busquei ajuda com doutores, mestres, magos e querubins.

Procurei a cura em toda parte e ela estava tão perto de mim.

Me ensinaram a olhar para dentro de mim mesmo e perceber que sou exatamente, como os iguais que me faziam diferente.

E acreditei profundamente em mim.

E tenho como dívida com a vida fazer com que cada ser humano se perceba, se ame, se admire, como verdadeira fonte de riqueza.

Foi assim que cresci: acreditando.

(Autoria Desconhecida)



Postado por Donna*10:43 PM


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Horizontes de Eternidade

A morte não é um acontecimento da vida. A morte não pode ser vivida. Caso se compreenda por eternidade não uma duração temporal infinita, mas a intemporalidade, quem vive no presente é quem vive eternamente. A nossa vida é tanto mais sem fim quanto mais o nosso campo de visão não tem limites.

Ludwig Wittgenstein, in 'Tratado Lógico-Filosófico'.



Postado por Donna*12:11 AM


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[Terça-feira, Junho 06, 2006]



"Só sai do lugar em que seu corpo está,
é quem sabe sonhar...
Em uma rima de poesia, encontramos esse mágico recurso".


Postado por Donna*8:30 PM


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[Domingo, Junho 04, 2006]





Há sem dúvida quem ame o infinito,
há sem dúvida quem deseje o impossível,
há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas e eu nenhum deles:

Porque eu amo infinitamente o finito,
porque eu desejo impossivelmente o possivel,
porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
ou até se não puder ser.


(Álvaro de Campos, Trecho de "O que há em mim é sobretudo cansaço")



Postado por Donna*2:12 PM


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"Eu não me importo com o que os outros pensam sobre o que eu faço, mas eu me importo muito com o que eu penso sobre o que eu faço. Isso é caráter."



Postado por Donna*1:45 PM


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[Domingo, Maio 14, 2006]



Irmão não pesa



No alto do Rio Negro, a beira de um de seus afluentes, o Rio Tiquiê, vive um grupo de índios Tucanos.

Por incrível que pareça, a maior parte dos adolescentes tem o pé direito levemente virado para fora.

Não sei se foi feita alguma pesquisa científica, algum estudo genético, mas a explicação que me deram foi bastante convincente.

Normalmente os índios tem vários filhos, e os maiores cuidam dos menores.

Desde pequenos os curumins carregam os menores , e a forma de carregar é colocar o pequeno junto ao corpo, mas de lado, acima da perna direita e isso faz com que ao andar precise entortar o pé para dar segurança.

Em uma tarde muito quente, um indiozinho bem magrinho carregava seu irmão, de volta para casa após o banho no rio. Era uma subida íngreme e teriam que caminhar por um bom trecho.

Foi perguntado ao menino que carregava seu irmão se ele não estava cansado, ao que ele respondeu:

IRMÃO NÃO PESA!



Postado por Donna*10:09 PM


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[Segunda-feira, Maio 08, 2006]





Postado por Donna*3:11 AM


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Mulher grávida, in "Glória Humilde"

Jaime Cortesão (1884 - 1960)

Eu sou a mulher pejada
Minha boca apetecida,
Com outra boca colada,
Deu beijos para dar Vida.

Em mim é santo o desejo,
É santo por ser fecundo:
Pus toda a Alma num beijo,
E fui a Origem do Mundo.

Olhai: caminho por entre
Todo o Povo sem receio,
Pois trago um filho no ventre
E uma fonte em cada seio.

Quem sentir Vida tão alta
Não se furte, não a esconda;
Vêde-a: em meu ventre se exalta,
Sobe toda numa onda.

Um filho todas as vezes,
Que é de mãe enternecida,
Trá-lo no ventre nove meses
E o coração toda a Vida.

Que imenso poder eu tenho
- Dar Vida por ser o Amor;
Não há Poeta tamanho,
Nem gênio mais criador!

E por meu ventre sagrado
Vou falar : escutai bem.
Fala o Verbo revelado
No meu instinto de Mãe.

Eu vejo pra além da vista,
Ouço pra além dos ouvidos;
Oh! Que terra nunca vista,
Que heróis jamais concebidos!

Ouço em mim vozes estranhas,
A minha Alma deita luz...
Trago nas minhas entranhas
Outro menino Jesus.

Meu Filho mostra-me a face,
Faz-te Aurora nascida,
Embora a Luz me queimasse,
Inda que perdesse a Vida.

Sou o Céu da Madrugada,
A minha Carne arde em brilho;
Sinto-me ébria de Alvorada,
Rompe o sol, nasce o meu filho


Postado por Donna*3:03 AM


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Postado por Donna*2:33 AM


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[Domingo, Maio 07, 2006]









É isso aí

Ana Carolina e Seu Jorge
Composição: Ana Carolina


É isso aí
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa
Quase sempre
É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua

Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não sei parar
De te olhar

É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade

É isso aí
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores

Eu não sei parar de te olhar
Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não vou parar de te olhar




Postado por Donna*2:48 AM


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[Sexta-feira, Maio 05, 2006]



Atenção aos Detalhes do Comportamento dos Outros


Devemos ter muito cuidado para não emitir uma opinião demasiado favorável de um homem que acabamos de conhecer; pelo contrário, na maioria das vezes, seremos desiludidos, para nossa própria vergonha ou até para nosso dano.

A esse respeito, uma sentença de Séneca merece ser mencionada: Podem-se obter provas da natureza de um caráter também a partir de miudezas. Justamente nestas é que o homem, quando não se procura conter, é que revela o seu caráter.

Nas ações mais insignificantes, em simples maneiras, pode-se amiúde observar o seu egoísmo ilimitado, sem a menor consideração para com os outros e que, em seguida, embora dissimulado, não se desmente nas grandes coisas.

Não se deve perder semelhante oportunidade. Quando alguém procede sem consideração nos pequenos acontecimentos e circunstâncias da vida diária, intentando obter vantagens ou comodidade, em prejuízo de outrem, nas coisas em que se aplica a máxima de a lei não se ocupa com ninharias, ou ainda apropriando-se do que existe para todos, etc., podemos convencer-nos de que no coração de tal indivíduo não reside justiça alguma; ele será um patife também nas grandes situações, caso as suas mãos não sejam atadas pela lei e pela autoridade.

Não lhe permitamos, pois, que transponha a soleira da nossa porta. Sim, quem viola sem escrúpulos as leis do seu clube, violará também as do Estado tão logo possa fazê-lo sem perigo.

Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida'.


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Não resta dúvida que o homem mostra seu caráter nas pequenas atitudes cotidianas. Desde como coloca o seu lixo à porta até a forma como age em situações mais complexas.

Assim também, se percebe o homem na sua dualidade onde o lado obscuro sempre fica à espreita sob outras formas de agir. Crer no ser humano? Por que não? Há sempre alguém que valha a nossa confiança, respeito e admiração.

Falsos julgamentos ou prévios nos conduzem ao nada, porque ninguém pode garantir de onde vem o bem ou o mal. Melhor calçar os pés e pô-los em terra firme e considerar o que há de melhor na gente mesmo.

Cada sapo em sua lagoa, mesmo que momentaneamente.

*C.L. - Donna*



Postado por Donna*2:23 AM


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[Quinta-feira, Maio 04, 2006]








Postado por Donna*2:12 AM


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[Quarta-feira, Maio 03, 2006]


O ciúme

Por sua natureza e seus efeitos, o ciúme se aproxima da inveja.
Porém, entre ciúme e inveja permanecem algumas diferenças.
Na inveja, sentimos que outros possuem um bem que desejamos para nós,
enquanto no ciúme defendemos um bem que julgamos nosso
e que não desejamos ver partilhado com outrem.

(Pierre Charon)



Postado por Donna*10:38 PM


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[Terça-feira, Maio 02, 2006]



Ancoramos as nossas angústias
em coisas que nos complicam a vida.
Melhoramos quando percebemos
que não estão fora mas dentro de nós.


(Isabel Leal)



Postado por Donna*2:34 AM


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[Segunda-feira, Maio 01, 2006]






O Entendimento das Almas

As almas têm um modo especial de se entenderem, de entrarem em intimidade, de se tratarem, até, por tu, enquanto as pessoas ainda se sentem embaraçadas com o comércio das palavras, na escravidão das exigências sociais. As almas têm necessidades próprias e aspirações próprias, que o corpo finge não reconhecer quando se vê impossibilitado de as satisfazer a de as traduzir em ações. E de todas as vezes que duas pessoas comunicam entre si desta maneira, apenas como almas, se encontram a sós num qualquer lugar, experimentam uma perturbação angustiosa e quase um repúdio violento de todo e qualquer contato material, um sofrimento que os afasta e que cessa de imediato logo que intervém uma terceira pessoa. Então, desvanecida a angústia, as duas almas aliviadas buscam-se reciprocamente e voltam a sorrir uma para a outra.

Luigi Pirandello , in 'O Falecido Mattias Pascal'




Postado por Donna*4:00 PM


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[Sábado, Abril 29, 2006]


"Eu não me importo com o que os outros pensam sobre o que eu faço, mas eu me importo muito com o que eu penso sobre o que eu faço. Isso é caráter."


(Theodore Roosevelt)



Postado por Donna*9:13 PM


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[Quinta-feira, Abril 27, 2006]



Reticências...

Dito assim parece coisa à toa, mas não é.

Reticências...

*C.L. - Donna*




Postado por Donna*2:23 AM


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Os Animais e o Homem



Desde Montaigne e ainda hoje, entretemo-nos de bom grado com um desígnio que nada tem de caridoso, a meu ver, em comparar os animais com o homem. Querem reduzir a quase nenhuma a distância que separa as suas faculdades; de fato, elas tocam-se, exceto num ponto, que está bem próximo de ser tudo: é que um faz por princípios o que os outros fazem por necessidade e natureza, ou seja, um pensa e os outros parecem pensar.

Jules Lagneau, in 'Discurso de Senso Comum'.



Postado por Donna*12:38 AM


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